domingo, 27 de setembro de 2009

Crónicas dos Treinos #9 - Volta em Loures com partida do Infantado

Hoje fomos dar uma volta a Loures. Foi uma volta muito gira, muito ao estilo de Monsanto ou Sintra, curta mas com acumulado, onde os 750m de acumulado foram feitos nos 25 km

De Salta Pocinhas


Aqui ficam os dados do passeio:
Distância: 36 km
Tempo total 2h e 46 min
Média: 12 km/h
Altimetria: 816 m
Temperatura Média 25 ºC

Crónicas dos Treinos #8 - Ida a Fátima

Este Sábado a volta foi dedicada ao Ricardo Correia. Fomos todos até Fátima... e não eramos poucos :). Correu tudo bem, apesar de correntes partidas e furos, no fundo o normal para a distância e o número de pessoas que participaram. A sandes de picanha e a de frango estavam óptimas, e o calor foi nosso amigo.

De Salta Pocinhas


De Salta Pocinhas


De Salta Pocinhas


De Salta Pocinhas

Aqui ficam os dados do passeio:
Distância: 145 km
Tempo total 9h e 45 min
Tempo em movimento: 6:44
Tempo parado: 3:00
Média: 14,4 km/h
Altimetria: 1250 m
Temperatura Média 33 ºC

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A Bicicleta de Faulkner


Estou com vontade de ir ao Teatro, alguém me acompanha?


ESTREIA A 26 DE SETEMBRO
Sob a influência estética de William Faulkner, surgem-nos apresentados, neste espectáculo, de forma elíptica e fragmentada, momentos da vida de personagens em ruptura.Jett Pierce, escritora atormentada por uma crise de identidade e falta de inspiração literária vive em NY o remorso de não ser capaz de lidar com a doença da mãe, Isabel, uma mulher criativa e sonhadora e talentosa, que viveu uma vida inteira à espera de que lhe acontecesse alguma coisa. Durante o desenrolar da acção assistimos a Jett a lidar com a hipótese de voltar para casa da mãe, em Oxford, no Mississipi, na esperança de reencontrar as suas raízes e de ser capaz de cumprir o seu papel de filha, lidando com a atomização da personalidade da mãe e com o desmoronar das suas referências.Nesses encontros, em que NY se funde com a Louisiana, permitindo que as personagens se encontrem, cresce o conflito entre a mãe, a filha que partiu e Claire, a irmã que ficou. O conflito entre as duas irmãs nasce da diferença de formas de lidar com o mal de Alzheimer: Jett não desiste de tentar chamar a mãe à realidade enquanto Claire, leitora voraz de O Som e a Fúria - uma rapariga desengonçada que corre até ao lago de cada vez que ouve a bicicleta de Faulkner dirigir-se para lá na esperança de poder falar com o escritor que alimenta o seu imaginário - desenvolveu a capacidade de acreditar que a realidade se pode apresentar sob vários planos e permite e embarca nos delírios da mãe na esperança de que o sítio onde ela está seja melhor do que aqui.
Rita Lello

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Os livros das últimas semanas (ou meses)...

Dois livros que andei a ler nos últimos tempos, apesar de poderem ser dois extremos têm alguma coisa a ver connosco...

You Can't Ride a Bike to Alaska. It's an Island, é sobre um rapaz que se lembra de se juntar a um grupo de desconhecidos e pedalar do Montana até ao Alaska... No seu treino de preparação pedalou pouco mais de 200km…

What I Talk About When I Talk About Running, é sobre um escritor Japonês que corre para se manter em forma… Com mais de sessenta anos, corre uma maratona por ano, faz triatlo (considera o ciclismo o desporto mais estupido que pode haver) e relata a sua participação numa ultra maratona da mesma forma que poderíamos relatar uma participação no TPG…

Sinto-me mais próximo do primeiro, quer pelo tipo de relato, quer pela maturidade (quanto mais não seja em termos de mecânica de bicicletas)… O segundo é uma imagem daquilo que poderemos vir a ser…



Super Travessia - Etapa Raínha

ouch!

"De forma a aproveitar os dias ainda longos e agradáveis do final de Verão, já iniciamos os reconhecimentos da nova etapa Guarda - Serra da Estrela. Esta promete ser a etapa-rainha da Transportugal® Garmin, quer pelas paisagens arrebatadores, quer pelo nível de dificuldade extremo.A saída da Guarda, apesar de ser a cidade mais alta de Portugal, não vai ser fácil. Espera os atletas uma dura subida até a um parque eólico onde poderão apreciar do lado esquerdo a Sé Catedral e a Torre de Menagem. Do lado direito o profundo vale do rio Mondego, o maior rio nascido em Portugal. Mais impressionante, imponente e assustadora vai ser a vista em frente, da Serra da Estrela! Mas não haverá muito tempo para apreciar a paisagem, logo a seguir vai-se descer para o vale do rio Mondego pela Calçada Romana de Tintinolho, obrigando a focar toda a concentração na roda da frente! No final da descida a Serra da Estrela ainda vai parecer mais majestosa!"

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Tipo... Entre a Raia e a Gardunha...

"Dados estatísticos não há muitos… O google diz que são 108km… Acho que demorei umas 4 horas e tal… O meu relógio diz que o acumulado foi zero, mas deve ser um pouco mais do que isso..."

O meu percurso de domingo é quase insignificante se comparado com uma volta na Arrabida ou em Monstanto, mas a verdade é que estava mais numa de dar aos pedais (a ver se as pernas acordam das férias), ver a paisagem e não me preocupar muito com as trajectórias, o resultado foi mais ou menos este:




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Ainda não foi desta que a logística funcionou bem: Saí de casa quase sem carga no telemóvel, sem um tusto na carteira, apenas com uns vestígios de bebida isotonica diluída nos 3 litros de agua do camelback, um gel e uma barra que tinham ficado esquecidos no camelback desde a semana passada e que pelo aspecto das embalagens já devem ter feito uns kms…

Como sempre saio de Castelo Branco pela N233, uma estrada com algum movimento que deixo rapidamente e sigo pela N240 em direcção ao Ladoeiro. Nos kms que se seguiram passou um único carro por mim...

A estrada é quase sempre ladeada por arvores quase formando um túnel e não tem grandes desníveis à excepção da descida para o Rio Ponsul através das lendárias Curvas da Monheca (o lugar onde os cromos da minha infância iam demonstrar os seus dotes de condução e invariavelmente acabavam espetados numa oliveira)…

No Ladoeiro viro para a N354 em direcção a Idanha a Nova, continuando por mais um túnel de arvores onde algumas pastagens estranhamente verdes alternam com plantações de tabaco (a planta e a flor do tabaco até têm a sua piada antes de serem transformadas em maços…)… A estrada é maioritariamente a descer e transforma-se na N353 um pouco antes de se chegar até à Senhora da Graça (não é a da Volta a Portugal)… Daqui até se sair de Idanha-a-Nova é sempre a subir, desta vez segui pelo asfalto em detrimento da calçada... A subida é inclinada, mas não tanto, seja como for é a única subida digna do nome em todo o percurso…

À saída de Idanha decido experimentar a estrada que segue por Proença a Velha em direcção a Monsanto (já não me lembro do número)… Esta acaba por ser a estrada que dá o nome a este post, seguindo suavemente por um planalto com a Serra da Gardunha do lado esquerdo e Monsanto do lado direito…

Um pouco antes de Proença a Velha, virei as costas a Monsanto e segui pela N239 com a Gardunha a dominar a paisagem à minha frente... Pergunto-me como terei podido crescer em Castelo Branco e só ter descoberto a Gardunha há 4 ou 5 anos atrás... A estrada torna-se um pouco mais ondulante... À passagem pela Orca paro no Multibanco, mas não encontro cafés abertos…

Decido seguir já com a sensação de que não vou chegar a horas para o almoço… É nesta altura que percebo que já não tenho carga no telemóvel… Lembro-me que em Alpedrinha existe uma cabine com moedas e apresso o passo… Deixo a N239 para uma estrada ainda mais secundária e da qual também já esqueci o nome, pela primeira vez apanho asfalto mau (é estranho, mas há certos tipos de asfalto que me chateiam mais do que washboards nos estradões de terra)… De vez em quando a estrada vira para norte e sou brindado com vento de frente…

Um pouco desanimado e sem me aperceber vou subindo lentamente, passo pela velha estação de caminho de ferro de Alpedrinha e chego ao centro da vila onde se desenrolam as actividades da Festa dos Chocalhos (ou da Transumância), lembro-me do primeiro dia do TPG 2009 e da passagem por Quintanilha (não me lembro, mas acho que foi aqui)…

A cabine telefonica ainda está onde me lembrava dela, encontrei um café e lá tomei o tão desejado fix de cafeína (de qq forma precisava de moedas para telefonar)… Não me lembro da ultima vez que usei uma cabine telefónica e surpreendi-me que funcionasse, liguei para a Elsa e pedi para me ir buscar algures a meio da N18, estava sem GPS e não me lembrava da distancia de Alpedrinha a Castelo Branco…

Voltei à estrada e após um par de kms percebi que estava mto mais perto de Castelo Novo do que pensava, olhei para o relógio, fiz umas contas e achei que talvez conseguisse chegar a casa antes de a Elsa sair… Pus a mudança mais pesada e seguiram-se cerca de 25km de faixa 5 em single speed… Pelo meio cruzei-me com um pelotão de" Zundaps" e similares em passeio organizado por um clube local de motas antigas… Finalmente abrandei quando passei pela Elsa a poucos metros da entrada de Castelo Branco, mas como já estava perto acabei por ir a pedalar até casa…

Poucos minutos depois de largar a bicicleta tinha passado pelo duche e tinha um prato de Arroz de Marisco à frente...

Secção para quem está com insónia ou para quem não tem vontade de trabalhar:

(não pode ser todos os dias... esperem pelo proximo relato…)


domingo, 20 de setembro de 2009

Depois de Palmela, só mesmo o classico Monsanto

Depois de ontem termos dado uma belissima volta para os lados de Palmela, tão bem descrita e dramatizada pelo Hugo : -) cabe dizer em primeiro lugar dizer que é um prazer poder trilhar caminhos com os Salta Pocinhas - o conceito (tipo).

Depois em terceiro, que ontem o corpinho xiou um pouquinho, pois anda ai um Salta Pocinhas que fica nervoso quando está abaixo de 2º lugar nas subidas .... !!! Nada que os gin's de ontem não tenham feito esquecer : -) e iuuupiii tenho um corpo de 18 anitos !!!

Para os cortas, aqui fica, para se roerem de inveja. Hoje foi o classico Monsanto com partida do Aquarius Miraflores às 8:30 AM (perdão, 8:38 AM, porque às vezes baralhamo-nos com os sms).

Não sei quanto km's foram, mas foram 2h41m09s, 1253 kcal e 747 m de ascent / 865 descent. Ou seja, puro prazer a trilhar com cheiro da mata eterna (vulgo pinheiro), piso seco bom para os slides, boa conversa e boas trocas de piropos sobre o ritmo imposto... !!!

Deu também direito subida com à virgula do Pedro e umas belas descidas : -)

Bom camino, gracias e tal (tipo)